Resultados da Pesquisa em Nutrição

 

Farelo de arroz integral para suínos

 

O farelo de arroz integral pode ser usado até o nível de 32% na ração de suínos em crescimento e terminação, sem afetar o desempenho dos animais. Em rações compostas de milho, farelo de soja e com 24 a 32% de farelo de arroz integral não há necessidade de suplementar-se o fósforo com outro ingrediente, desde que se mantenha a relação Ca:P de 1,7:1.

Os níveis usados devem ser de 16 e 14% de proteína bruta para o crescimento e terminação, respectivamente, e 3300 kcal de energia digestível/kg de ração.

Com base no volume de abate de suínos inspecionados no Rio Grande do Sul, estima-se uma substituição do milho por farelo de arroz integral na ordem 132.000 a 180.000 toneladas, dependendo do nível de inclusão do produto na ração.

 

Espiga de milho integral e farelo de arroz desengordurado em rações de porcas gestantes

 

Cerca de 80% dos custos variáveis na produção de suínos para o abate são de alimentação, O milho em grão é o principal insumo utilizado na formulação de ração para suínos. Buscando o uso de alimentos alternativos, o CNPSA realizou experimento utilizando espiga de milho integral (moída) na alimentação de fêmeas na fase de gestação. Os resultados indicam que o uso de até 60% de espiga de milho integral, proporciona uma economia de 22% no custo do preço do milho, quando da formação da ração para porca em gestação.

Além disso, a inclusão de farelo de arroz desengordurado em até 20%, ou a combinação da espiga de milho moída (30%) com o farelo de arroz desengordurado (20%), constitui-se em mais uma alternativa alimentar para esses animais.

 

Triguilho na alimentação de suínos

 

O triguilho é o produto obtido da classificação do trigo, consistindo de grãos fragmentados e chochos com pequena percentagem de casca e impróprio para consumo humano. Com a preocupação de buscar alimentos alternativos para a produção de suínos, o CNPSA desenvolveu estudos utilizando o triguilho na ração para animais dos 25 aos 95 kg de peso vivo. Os resultados mostraram que é possível a inclusão desse subproduto na ração, em até 30%, substituindo parcialmente o milho e o farelo de soja. Considerando que no Brasil, dispõe-se, anualmente, como resíduo do processamento do trigo, de cerca de 300 mil toneladas de triguilho que, se integralmente utilizada na alimentação de suínos, proporcionará uma economia de cerca de 170.000 suínos vivos com 100 kg de peso médio.

 

Caldo de cana na alimentação de suínos

 

O caldo de cana constitui-se numa alternativa válida para a terminação de suínos (55 a 95 kg de peso vivo). As dietas devem ser fornecidas à vontade e complementadas com uma ração à base de milho e farelo de soja contendo 24% de proteína bruta, dadas aos animais em cochos separados. A cana pode ser cortada para atender a necessidade semanal, todavia, a quantidade demandada pelos animais deve ser picada diariamente.

 

Vinhaça na alimentação de suínos

 

Com o aumento da produção de álcool e açúcar, o Brasil passou a produzir 40 bilhões de litros de vinhaça. Assim, o projeto teve por objetivo, medir o desempenho produtivo de suínos arraçoados com dietas com níveis crescentes de vinhaça. O nível de 8% de substituição da ração por vinhaça mostrou resultados similares a uma dieta a base de milho e farelo de soja.

 

Levedura de cana (Sacharomyces cerevisae) na alimentação inicial de leitões

 

Estudou-se os efeitos de níveis crescentes de levedura seca na ração sobre o desempenho, consumo e conversão alimentar de leitões no seu período inicial de crescimento, objetivando oferecer fontes alternativas para os concentrados protéicos tradicionais. Concluiu-se que a levedura seca de cana para leitões, na fase inicial de crescimento (8 a 20 kg), pode ser incluída na ração até o nível de 12%.

 

Soja tostada na alimentação de suínos

 

O aproveitamento de insumos gerados na própria propriedade tem sido uma constante preocupação da pesquisa. A utilização da soja 'in natura' na propriedade depende da eliminação da sua toxigenicidade, e do uso suplementar de uma pré-mistura vitamínico-mineral.

Estudos realizados no CNPSA mostraram que a tostagem de soja, num intervalo de tempo de 40 a 50 minutos e a uma temperatura entre 128 e 130 graus, permite a sua inclusão na composição da ração, substituindo totalmente o farelo de soja, o que representa uma economia em torno de 5% no custo final do quilo da ração.

O abate inspecionado em 1989 para a Região Sul foi da ordem de 8.200.000 suínos. Desse total, cerca de 10% são alimentados com rações elaboradas na propriedade (farelo de soja + pré-mistura vitamínico-mineral + milho). A substituição do farelo de soja pela soja tostada representa uma economia equivalente a 28.000 suínos com 100 kg.

 

Exigência de fósforo para leitões

 

O projeto visou avaliar diferentes fontes alternativas de fósforo para uso na formulação de dietas para suínos.

A disponibilidade biológica do fósforo no milho e farelo de soja é de 48%. Os fosfatos Goiasfértil, Patos de Minas, Tapira e farinha de ossos calcinada apresentaram os seguintes valores de disponibilidade: 38, 50, 54 e 51%.

 

Fosfatos de Tapira e Supertriplo na alimentação de suínos em crescimento e terminação.

 

O fosfato bicálcico é a fonte de fósforo (P) de maior uso na formulação de rações. Entretanto, o Brasil dispõe de grandes depósitos de fosfatos naturais e, entre esses, o fosfato de Tapira poderá ter boa possibilidade de uso nas rações. O problema dos fosfatos de rocha é a alta quantidade de flúor na rocha. No CNPSA estão sendo conduzidas pesquisas, visando avaliar várias fontes de fosfatos e pelos resultados encontrados, os fosfatos de Tapira e Supertriplo não causaram efeitos prejudiciais no desempenho e características dos ossos dos suínos em terminação.

 

Níveis de proteína, cálcio e fósforo para suínos machos inteiros

 

Em avaliação realizada no CNPSA sobre os efeitos de proteína, cálcio e fósforo da ração sobre o desempenho de suínos machos inteiros, não se constatou interação significativa entre nível de proteína X nível de cálcio e fósforo da ração.

O nível de cálcio e fósforo não afetou o ganho de peso, consumo de ração e conversão alimentar dos animais na fase de terminação.

Considerando-se a conversão alimentar na fase de crescimento (Tabela 2), concluiu-se que a utilização da seqüência protéica 18-16% é a mais indicada para suínos machos inteiros. Na fase de crescimento, recomenda-se ainda os níveis de 0,74% de cálcio e 0,64% de fósforo.

 

Nível de proteína de rações iniciais de suínos, suplementadas com aminoácidos

 

A exigência de proteína bruta para leitões poderá ser reduzida em duas unidades percentuais para leitões dos 20 - 35 kg e em quatro unidades percentuais para leitões de 10 a 20 kg. A redução da proteína da dieta de milho e farelo de soja deverá ser compensada pela adição dos aminoácidos lisina e treonina. Essa redução será economicamente vantajosa na dependência do preço dos insumos.

 

Exigência de lisina e energia digestível para suínos em terminação

 

É necessário desenvolver no país os padrões de exigências nutricionais para suínos de várias idades. A exigência pode ser alterada em função de fatores genéticos e ambientais. No CNPSA foi executada uma pesquisa buscando determinar as exigências de lisina e energia digestível (ED) na fase de terminação (56-95 kg).Com base na estimativa feita pelo modelo matemático de linha quebrada a exigência é de 0,55% de lisina e 3212 Kcal de ED/kg de ração.

A economia de 150 Kcal em relação a exigência de tabela estrangeira, eqüivale a 4,5%. Este percentual aplicado na fase de terminação resultará em 8,6 Kg de ração por suíno terminado. Levando-se em conta o abate inspecionado da Região Sul do país e admitindo-se que 100% desses animais seriam alimentados considerando-se o nível de 3212 Kcal, ter-se-ia uma economia de 77.400 toneladas de ração por ano.

 

 

Comedouro para suínos

 

Foram comparados os comedouros tipo EMBRAPA com rações fareladas e peletizadas. Constatou-se maior perda de ração farelada do que peletizada. Além disso, a perda de ração no comedouro EMBRAPA foi significativamente reduzida (1,37% ), quando comparada com o comedouro convencional (5,1%). Considerando uma propriedade média de Santa Catarina (16 fêmeas e 13 terminados/porca/ano), o uso do comedouro tipo EMBRAPA, reduziria a perda de ração em 2,7 toneladas/ano.

Recomenda-se a adoção do comedouro tipo EMBRAPA por ser mais barato, reduzir as perdas, ter maior durabilidade e permitir maior quantidade de ração estocada.

 

Influência de aditivos na alimentação sobre a performance de suínos em crescimento e terminação

 

O sulfato de cobre poderá ser usado como aditivo para promoção do crescimento de suínos na fase de crescimento. Deverá ser usado no nível que proporcione 125 mg de cobre/Kg de ração. Comparando-se com o nível recomendado pelo National Research Council (nível de 6 mg/kg), o custo da alimentação por quilo de animal produzido é reduzido em cerca de 2%. Esta economia representa para o Estado de Santa Catarina o equivalente a cerca de 275.000 suínos vivos, em torno de 95 kg de peso vivo, caso os animais abatidos nesse Estado forem alimentados com ração de nível 125 mg de cobre/kg de ração.

 

Alimentação de porcas gestantes

 

Os custos de alimentação de porcas durante a gestação podem ser diminuídos com a inclusão de espiga de milho integral e farelo de arroz desengordurado. A utilização de 60% de espiga de milho moída (EMM), ou 20% de farelo de arroz desengordurado (FAD), ou a combinação de 30% de EMM e 20% de FAD, adicionada à dieta de milho, e farelo de soja contendo 12% de proteína bruta não ocasiona diferenças do ponto de vista produtivo. As fêmeas podem ser alimentadas com 2 kg de ração por dia, sem que se verifique diferenças nos números de leitões nascidos e desmamados, nem no peso da leitegada a desmama.

 

Valores protéicos e energéticos de alimentos não convencionais para suínos

 

Os valores de digestibilidade da proteína e energia foram estabelecidos para os seguintes ingredientes alternativos: abóbora, batata-doce, cama de galinheiro, raiz integral de mandioca e inhame (Tabela 3).

 


Tabela de composição de alimentos

 

Havendo, no Brasil, escassez de informações sobre os valores nutritivos e energéticos de ingredientes nacionais para formular rações, as indústrias do setor vinham utilizando dados compilados de tabelas estrangeiras (americanas e européias). Entretanto, essas tabelas referiam-se a produções desenvolvidas em outros países, com clima e composição de nutrientes diferentes do Brasil. Por isso, o CNPSA achou imprescindível pesquisar os valores dos ingredientes, através de ensaios de metabolismo conduzidos com suínos e aves, com o objetivo de elaborar uma tabela de composição química de valores energéticos.

Surgiu então, a 'Tabela de Composição Química e Valores Energéticos de Alimentos Para Suínos e Aves' que reúne referências dos valores dos ingredientes nacionais, e que vem sendo usada por técnicos e produtores que trabalham com formulação de rações para suínos e aves. Esse projeto de pesquisa já gerou uma segunda edição da publicação referida com maior número de dados e continua em andamento, porque à medida que novos ingredientes são pesquisados serão incorporados à Tabela. Exemplo disso é o lançamento da terceira edição, que contém informações sobre 35 variáveis de mais de cinco mil amostras de alimentos, possibilitando a apresentação do número das amostras analisadas, bem como da média e do seu erro-padrão em cada um dos parâmetros estudados.

 

Polpa de caju em rações para aves

 

No Nordeste perde-se, anualmente, grande quantidade da polpa de caju. O farelo desse material foi avaliado como substituto do milho em rações para frangos de corte, onde se concluiu ser possível utilizá-lo em até 18% em substituição ao milho, em aves de 29 a 56 dias, sem afetar o seu desempenho.

Essa substituição somente será viável, se o preço do farelo de polpa de caju for 40% inferior ao preço do milho.

Estimando-se a produção de frangos de corte no Nordeste em 1988 (115.000.000), poder-se-ia economizar em torno de 47 mil toneladas de milho.

 

Farelo de arroz integral para frangos de corte

 

A existência de grande quantidade de resíduos provenientes do processamento do arroz representa um enorme potencial de uso em rações para frangos de corte.

Teste realizados demonstram ser possível incluir o farelo de arroz integral na dieta de frangos de corte com até 40 dias de idade, ao nível de 15% sem afetar o desempenho, quando comparados com aves tratadas com ração a base de milho e farelo de soja.

A utilização de farelo de arroz na ração para frangos de corte é economicamente viável, quando a relação de preço frango vivo/custo do kg de ração com farelo de arroz for superior a 1,47 para o período de 1 a 21 dias; 1,99 para 22 a 35 dias e 2,39 para 36 a 40 dias de idade.

 

Farelo de arroz desengordurado para poedeiras

 

Estudou-se a possibilidade de inclusão do farelo de arroz desengordurado, que é um resíduo da indústria de extração de óleo de arroz, concluindo-se que a inclusão de até 10,5% desse subproduto na alimentação das poedeiras a partir da 44a. semana, mantendo-se o nível de fósforo total em 0,55%, não afeta a produção de ovos das aves.

A sua utilização na dieta das poedeiras poderá determinar um consumo potencial de 8.035 toneladas/ano.

Níveis de raspa de mandioca na alimentação de frangos de corte na fase de crescimento

 

A medida em que os frangos de corte aumentam a idade podem receber maiores níveis de inclusão de raspa de mandioca (RM) nas rações. Dietas com RM e balanceadas energéticamente poderão conter 9% de RM se os frangos forem criados até 49 dias; ou 3/. de 1 a 28 dias e 9% de 29 a 42 dias, para frangos criados até 42 dias de idade.

 

Substituição parcial do milho por farinha de raiz de mandioca e utilização de pigmentantes naturais em rações de frangos de corte

 

Farinha de raiz de mandioca poderá ser usada em substituição ao milho em até 15% sem afetar o desempenho e a carcaça dos frangos de corte. A inclusão de pigmentantes na farinha de mandioca melhorará a coloração da pele das aves, o que pode ser feito com o uso de 3% de feno de alfafa e feno da parte aérea da mandioca.

 

Raspa residual da industrialização do amido

 

A extração do amido da mandioca produz um resíduo (raspa), disponível em grandes quantidades em todo o país, e que pode ser utilizado na alimentação de frangos de corte.

Experimentos realizados no CNPSA demonstraram ser possível incluir a raspa na alimentação de frangos de corte, ao nível de 8% dos 29 aos 42 dias de idade e 16% dos 43 aos 56 dias de idade, sem prejuízo no desempenho das aves, alimentadas com ração heterocalórica.

A redução nos custos da ração, com a inclusão de raspa residual de amido de mandioca, representa uma economia em torno de 2,8% no período de 29 a 42 dias e cerca de 1,45% no de 43 a 56 dias de idade.

 

Raspa residual da industrialização da farinha de mandioca

 

No processo de fabricação da farinha de mandioca são descartadas casca, entrecasca, pontas e raízes refugadas, que transformadas em raspa podem substituir o milho.

Pesquisas, utilizando esse subproduto, indicam que para poedeiras leves no período de 20 a 70 semanas de vida o milho pode ser substituído em até 50%, sem prejuízo no desempenho, na postura e qualidade dos ovos, devendo-se, todavia, incluir na dieta ingredientes com capacidade pigmentante.

 

A influência do Ca e P em rações relacionadas com a absorção óssea em frangos de corte

 

Fontes diversas de fosfatos de rocha têm sido apontadas como passíveis de serem adicionadas em dietas animais. Foi verificado em aves que os fosfatos de Araxá, Patos de Minas e Goiasfértil apresentaram ganhos significativamente inferiores que o fosfato bicálcico e farinha de ossos. Além disso, os dois primeiros fosfatos causaram graves alterações ósseas. A razão pela qual esses fosfatos não devem ser usados para frangos de corte reside no seu alto conteúdo de flúor.

 

Armazenagem do grão de sorgo com ácidos orgânicos

 

Grãos de sorgo foram armazenados durante 1 ano após terem sido tratados com ácidos acético ou propiônico a 1,8% e 2,4%. O desempenho das aves não foi afetado pelo tratamento dos grãos.

 

Alimentos Alternativos

 

A utilização de alimentos alternativos, em substituição ao milho nas rações de suínos, possibilita reduzir o custo de produção dos animais. Entre esses alimentos estão a cana-de-açúcar e a mandioca, ambos disponíveis em todo o Brasil.

Resultados de pesquisa demonstram ser tecnicamente viável, na substituição de 100% do milho, o emprego simultâneo da raspa de mandioca e caldo de cana-de-açúcar na alimentação de suínos, em cochos separados, recomendando-se o seu uso em rações isolisina com 24% de proteína bruta, para suínos a partir dos 25 kg de peso vivo até o abate.

 

Cevada de alta proteína na alimentação de suínos em crescimento e terminação

 

Pesquisas têm sido desenvolvidas objetivando viabilizar técnica e economicamente fontes energéticas (cereais) alternativas do milho, na formulação de rações para suínos. Dentro desse contexto, procurou-se determinar o melhor nível de inclusão da cevada em dietas isoenergéticas para suínos em crescimento e terminação. Foram comparados os níveis de inclusão de 0,0; 20,0; 40,0; 60,0 e 80,0% da cevada nas rações isoenergéticas. Utilizaram-se 60 suínos de ambos os sexos, com peso vivo médio inicial de 22,90 ± 0,21 kg e final de 97,10 ± 0,48 kg em blocos casualizados com cinco tratamentos e seis repetições. Paralelamente, foi conduzido um ensaio de metabolismo objetivando determinar os valores energéticos da cevada (3149 kcal energia digestível/kg). Os dados de desempenho relativos ao ganho de peso total, consumo total de ração e conversão alimentar, assim como os dados de medidas das carcaças como área de olho de lombo, espessura de toucinho e relação gordura:carne, não foram influenciados (P > 0,05) pelos níveis de inclusão da cevada.

A relação de preços entre os ingredientes: milho, farelo de soja, óleo de soja e cevada será a determinante do melhor nível de inclusão da cevada nas rações para suínos em crescimento e terminação.

 

Resíduos industriais conservados sob a forma de ensilagem na alimentação de suínos

 

Os resíduos da indústria de hortifrutigranjeiros, especialmente aqueles com baixos teores de fibras e ricos em carboidratos solúveis, como o milho verde, abacaxi, abóbora e goiaba, podem ser utilizados na alimentação de suínos em crescimento e terminação.

Os resíduos devem ser ensilados para passar por fermentação alcoólica. Para ensilagem podem ser usados tonéis plásticos. O nível de substituição indicou que 15% pode ser usado sem diferenças significativas em uma dieta a base de milho e farelo de soja.

 

O carunchamento e o valor nutritivo do milho para suínos

 

Foi realizada a infestação artificial do caruncho (Stiphiles zeamaisj sobre cinco lotes de milho. O milho carunchado foi previamente peneirado e o caruncho eliminado. Níveis de carunchamento de 5,0; 20,0; 30,0; 40,0 e 50,0/. foram testados, através da mistura de milho carunchado e não carunchado.

Houve perda de peso da ordem de 0,0; 5,0; 8,0; 10,0 e 13,0%, e uma redução na relação peso-volume na seguinte proporção: 798,00; 766,00; 738,00; 732,00; e 699,00 g/l, respectivamente, para os tratamentos 5,0; 20,0; 30,0; 40,0 e 50,0% de carunchamento. Não houve diferença em matéria seca, mas houve aumento dos níveis de proteína e fibra bruta. Houve tendência de aumento do nível de aminoácidos e diminuição da energia bruta com o aumento do carunchamento. Por outro lado, o desempenho dos suínos nas fases de crescimento e terminação não foi significativamente afetado pelo uso de milho carunchado.

 

Disponibilidade de fósforo em alguns alimentos para suínos

 

Esse projeto visa determinar a disponibilidade biológica de fontes não-convencionais de fósforo para uso na formulação de dietas. Os valores médios de disponibilidade dos fosfatos monoamônio, supertriplo e Patos de Minas foram 91,7, 93,1 e 50,4%, respectivamente.

 

Análise proximal e valores de digestibilidade de alguns ingredientes para suínos

 

Com o objetivo de fornecer valores de composição química e valores energéticos de alimentos utilizados por suínos, através de ensaios de metabolismo, durante o ano de 1989, foram avaliados os ingredientes:

Os valores da Tabela 4 permitem aos nutricionistas e produtores utilizar de maneira mais racional esses produtos, na formulação de rações.