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Proteção
Ambiental |
|
Além da produtividade e competitividade econômica, qualquer sistema
de produção deve primar pela proteção ambiental, não somente pela exigência
legal, mas, também, por proporcionar melhor qualidade de vida à população
rural e urbana.
Com relação à proteção ambiental, o produtor deve implantar um sistema
de gestão ambiental integrado, contemplando as seguintes etapas:
Avaliação do impacto ambiental
Manejo voltado para a proteção ambiental
Manejo nutricional
Manejo de água na propriedade
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| Avaliação do impacto ambiental |
|
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- Proceder o diagnóstico da situação ambiental local, antes de iniciar qualquer construção.
- Delinear um plano com dimensionamento
do projeto em função do volume de resíduos gerados na produção de
suínos.
- Planejar as obras a partir das exigências
da legislação ambiental federal, estadual e municipal que determinam,
por exemplo, as distâncias mínimas de corpos d´água (fontes, rios,
córregos, açudes, lagos etc.), estradas, residências, divisas do terreno,
a proteção das áreas de preservação permanente, 20% da área de reserva
legal e outras.
Figura 1. Croqui das distâncias de acordo com a Legislação da FATMA (SC).
(Obs:
Estas distâncias podem sofrer variações nos diferentes estados da federação, para tanto, sugere-se consultar o órgão estadual de proteção ambiental).
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| Quadro 1. Legislação pertinente ao licenciamento ambiental.
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| - Constituição Federal Brasileira - 1998 - Art. 225. |
| - Decreto Federal nº 0750/93 - Mata Atlântica. |
| - Lei Federal nº 9.605/98 - Lei dos Crimes Ambientais - Art. 60. |
| - Código das Águas - Decreto Federal nº 24.645 de 10/07/34 e alterações. |
| - Código Florestal Federal - Lei 4.771/65 e alterações. |
| - Lei Federal nº 6.766/79 - Disciplinamento do solo urbano. |
| - Legislações e Códigos Sanitários Estaduais e Municipais. |
- Planejar
a propriedade tendo em vista a bacia hidrográfica como um todo, respeitando
a disponibilidade de recursos naturais.
- Minimizar
o uso da água nas instalações através de: a)- Desvio das águas pluviais
com o uso de calhas, aumento dos beirais e drenagem; b)- Adequação
da rede hidráulica e escolha dos bebedouros; c)- Dimensionamento do sistema
hidráulico de forma a manter a velocidade e a pressão da água uniforme
em todos os bebedouros (Tabela 1).
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| Tabela 1. Estimativa de consumo de água (litros/dia), de acordo com o tipo de
bebedouro para a produção de um suíno de 100 kg de peso vivo. |
Peso
Corporal, kg |
Bebedouro
|
|
|
Bom
|
Ruim
|
Desperdício |
| |
Consumo
diário de água (l) |
| 5-10
|
0,91
|
1,59
|
0,68
|
| 11-100
|
4,98
|
8,32
|
3,34
|
| |
Consumo
total de água(l)
|
| 5-10
|
11,11
|
25,39
|
14,28
|
| 11-100
|
542,82
|
906,88
|
364,06
|
| Economia |
-
|
-
|
378,34
|
| Fonte: (Referência n° 32) Penz et.al. (1995). |
| |
- Avaliar as áreas de maior risco de poluição em caso de acidentes.
- Atender às legislações estaduais e municipais que normalmente exigem:
- a)- LP (Licença Prévia) que determina a possibilidade de instalação
do empreendimento em determinado local; b)- LI (Licença de Instalação)
que faz a análise do projeto quanto à conformidade com a legislação
ambiental; c)- LO (Licença de Operação) que concede a licença de funcionamento
após conferência do projeto executado com base na LI e prevê um plano
de monitoramento;
- Estabelecer um programa de nutrição e manejo das rações que minimize
a excreção de nutrientes e de resíduos na propriedade, escolhendo
o que for mais adequado a sua área (tratamento, reaproveitamento dos
resíduos, exportação para vizinhos, etc);
- Monitorar e avaliar a adequação do dimensionamento do projeto.
- Considerar e avaliar as ampliações futuras em função da legislação,
do licenciamento e de mudanças no plano de nutrição.
|
| Manejo
voltado para a proteção ambiental |
|
| Reduzir
a geração de resíduos através do manejo nutricional eficiente e do manejo
da água na propriedade, diminuindo o potencial poluente dos resíduos
(Tabela 2).
| Tabela 2. Características químicas e físicas dos dejetos
(mg/l) produzidos em uma unidade de crescimento e terminação manejada
em fossa de retenção, obtidas no Sistema de Produção de Suínos
da Embrapa Suínos e Aves. |
|
Parâmetro |
Mínimo |
Máximo |
Média |
| Demanda
Química de Oxigênio (DQO) |
11530
|
38448
|
25543
|
| Sólidos
Totais |
12697
|
49432
|
22399
|
| Sólidos
Voláteis |
8429
|
39024
|
16389
|
| Sólidos
Fixos |
4268
|
10408
|
6010
|
| Sólidos
Sedimentares |
220
|
850
|
429
|
| Nitrogênio
Total |
1660
|
3710
|
2374
|
| Fósforo
Total |
320
|
1180
|
578
|
| Potássio
Total |
260
|
1140
|
536
|
| Fonte: (Referência n° 36) Silva F.C.M. (1996). |
| |
|
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Manejo
Nutricional
|
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|
Para promover a melhoria do desempenho e das carcaças, reduzindo o poder
poluente dos dejetos e o custo de produção dos suínos, o produtor deve:
- Buscar o aumento da eficiência alimentar e da produtividade por
matriz;
- Usar rações formuladas com base nos valores de disponibilidade
de nutrientes dos alimentos, utilizando informações específicas dos
suínos que estão sendo produzidos, especialmente quanto ao genótipo,
sexo e consumo de ração;
- Utilizar dietas formuladas com maior precisão, evitando o acréscimo
de mais nutrientes ("margens de segurança") do que os animais necessitam;
- Empregar o conceito de alimentação em múltiplas fases e sexos separados;
- Evitar o uso de cobre como promotor de crescimento e reduzir ao
máximo o uso de zinco no controle da diarréia;
- Aumentar o uso de fontes de nutrientes com maior disponibilidade;
- Utilizar enzimas nas dietas;
- Utilizar a restrição alimentar em suínos na fase de terminação.
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Manejo de água na propriedade
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|
O manejo da água na propriedade deve contemplar:
- Evitar a utilização de lâmina d'água;
- Remoção do dejeto via raspagem;
- Manutenção periódica do
sistema hidráulico;
- Reduzir a demanda de água no sistema
através do reaproveitamento da água, servida aos suínos, para limpeza
das instalações, evitando o contato com os animais.
| Tabela 3. Produção média diária de dejetos nas diferentes fases produtivas dos suínos. |
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Categoria de Suínos |
Esterco* (kg/animal/dia) |
Esterco (+ urina kg/ animal/dia) |
Dejetos líquidos (l/ animal/dia) |
| Suínos
de 25-100 kg |
2,30
|
4,90
|
7,00
|
| Porcas
em Gestação |
3,60
|
11,00
|
16,00
|
| Porcas
em Lactação |
6,40
|
18,00
|
27,00
|
| Machos
|
3,00
|
6,00
|
9,00
|
| Leitões
desmamados |
0,35
|
0,95
|
1,40
|
| Média |
2,35 |
5,80 |
8,60 |
*Considerando esterco
com cerca de 40% de matéria seca.
Fonte: (Referência n° 29)
Oliveira et al. (1993). |
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