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Embrapa Suínos e Aves
Sistema de Produção, 2
ISSN 1678-8850 Versão Eletrônica
Jul/2003
Produção Frangos de Corte
Ademir Francisco Girotto
Valdir Silveira de Avila

Início

Importância econômica
Manejo Ambiental

Saúde

Instalações

Material genético
Nutrição e Alimentação
Manejo da produção
Referências bibliográficas
Glossário


Expediente

Importância econômica

Aspéctos da produção, exportação, consumo e custos de produção e implantação de aviários


Desde o início da produção de frangos de corte no Brasil, a cadeia produtiva deste produto modernizou-se e continua buscando formas de melhorar ainda mais o desempenho do setor, devido à necessidade de redução de custos e aumento de produtividade, tentando com isso não perder competitividade em nível mundial. Como conseqüência, tem sido uma das mais organizadas do país, destacando-se das demais pelos resultados alcançados não só em produtividade, volume de abate, como também no desempenho econômico, onde têm contribuído de forma significativa para a economia do país.
     
Dentro do complexo brasileiro de carnes a avicultura constitui-se na atividade mais dinâmica. O desenvolvimento dessa atividade ocorreu a partir do final da década de 50, nos Estados do Sudeste, principalmente, em São Paulo. Posteriormente, na década de 70, período em que houve profunda reorganização do complexo de carnes no Brasil, a atividade se deslocou para a região Sul.
     
O Brasil tem sido competente tanto na produção como na conquista do mercado exterior. Exportar tem sido uma prioridade para o país, que em 2001 ultrapassou a barreira do bilhão de dólares com as exportações.
No que se refere ao mercado consumidor interno, o brasileiro tem mudado seu hábito de consumo de carnes, passando de um país preponderantemente consumidor de carne bovina para consumidor da carne de frango. A qualidade, imagem de produto saudável e preços acessíveis auxiliaram a conquista dessa posição. A evolução do consumo per capita demonstra esse excelente desempenho.
     
O sistema manual não apresenta custo de produção com grandes diferenças dos demais. De forma que, em melhorando os coeficientes técnicos, este sistema, também chamado de tradicional, pode sim apresentar competitividade perante os outros dois, que demandam mais capital em instalações e equipamentos.
No entanto, o perfil dos integrados do futuro tende para produtores maiores, mais capitalizados e, enfim, mais preparados para continuar no mercado.
     
Essas tecnologias exigem para seu desempenho máximo melhor qualificação dos produtores e também maior volume de capital dado ao elevado custo de implantação. Tais investimentos têm possibilitado vantagens em termos de resultados econômicos para os primeiros adotantes, porém, poucos produtores terão acesso a estas novas tecnologias, devido aos altos custos financeiros atualmente cobrados pelos empréstimos.
     
Investimentos na produção de frangos de corte normalmente são de baixo risco e remuneração e, por isso, caracterizam-se como investimentos de longo-prazo. Produtores que obtiverem bons coeficientes técnicos, mesmo com sistemas manuais, serão bem remunerados, porém aqueles que apresentam escassez de mão-de-obra, ou regiões onde sua remuneração é alta, ganharão com a adoção de sistemas automáticos ou climatizados.
 
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