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Intensidade de manejo pré-abate influencia sobrevivência e qualidade da carne suína

|01/07/2005| (Embrapa Suínos e Aves – Concórdia, SC) Nos suínos o estresse tem sido associado com a produção de carne de baixa qualidade e com a ocorrência de mortes durante o manejo pré-abate ou com a chegada de animais ao abatedouro sem capacidade de locomoção. O exercício físico e o estresse emocional relacionados com o manejo pré-abate resultam na liberação de adrenalina e estimulam o metabolismo anaeróbico do músculo, podendo resultar num rápido aumento na produção de ácido láctico e em alteração do equilíbrio ácido-básico. "Essas alterações fazem parte do conjunto de respostas que resultam no quadro de estresse pré-abate", explica a pesquisadora Terezinha Marisa Bertol da Embrapa Suínos e Aves, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com sede em Concórdia, SC.

"A intensidade do exercício físico e do estresse emocional são proporcionais à intensidade do manejo, conseqüentemente, a magnitude das alterações no equilíbrio ácido-básico depende da intensidade do manejo"- esclarece a pesquisadora. Além disso, nos últimos anos, o peso de abate dos suínos tem sido aumentado sem que se tenha avaliado a relação entre o peso do animal e as respostas ao manejo.

Considerando essa realidade, foram desenvolvidos dois estudos na Universidade de Illinois, EUA, nos quais participou a pesquisadora Terezinha Bertol, cuja intenção foi avaliar o efeito da intensidade do manejo, do peso corporal e do sexo sobre a produção de ácido láctico e sobre o equilíbrio ácido-básico em suínos. Nesses estudos, os suínos foram submetidos à diferentes testes de manejo em condições simuladas, utilizando-se exercícios físicos e estimulação elétrica em variadas intensidades de manejo, o que demonstrou alterações que resultaram em acidose metabólica e grandes diferenças nas respostas, dependendo da intensidade do manejo.

A partir desses resultados – que estão relatados detalhadamente no Comunicado Técnico número 386, disponibilizado gratuitamente na página eletrônica da Embrapa Suínos e Aves, www.cnpsa.embrapa.br – fica evidente, afirma a pesquisadora, "a importância da intensidade do manejo na determinação da extensão da produção de ácido láctico, nas alterações do equilíbrio ácido-básico e nas suas conseqüências para a sobrevivência dos suínos durante o manejo pré-abate".

Outra conclusão dos estudos é que alta intensidade de manejo em período próximo ao abate pode trazer conseqüências que comprometem a qualidade da carne suína. Também ficou demonstrado que o peso vivo, dentro dos limites avaliados, bem como o sexo, tem limitada influência nas respostas ao manejo.

"Portanto – encerra a pesquisadora – ao se conduzir os suínos para o abate, deve-se utilizar práticas de manejo que minimizem as respostas indutoras da acidose metabólica, independente do peso vivo e do sexo do animal".

Tânia Maria Giacomelli Scolari/Jornalista/Reg.Prof.No..957/MTB-RS
Embrapa Suínos e Aves
Contato (49) 442.8555 - ramal 255
tscolari@cnpsa.embrapa.br

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